Estrutura das briófitas
Essas estruturas são chamadas de rizoides,
cauloides e filoides porque não têm a mesma organização de raízes,
caules e folhas dos demais grupos de plantas (a partir das
pteridófitas). Faltam-lhes, por exemplo, vasos condutores especializados
no transporte de nutrientes, como a água. Na organização das raízes,
caules e folhas verdadeiras verifica-se a presença de vasos condutores
de nutrientes.
Devido a ausência de vasos condutores de nutrientes,
a água absorvida do ambiente e é transportada nessas plantas de célula
para célula, ao longo do corpo do vegetal. Esse tipo de transporte é
relativamente lento e limita o desenvolvimento de plantas de grande
porte. Assim, as briófitas são sempre pequenas, baixas.
Acompanhe o raciocínio: se uma planta terrestre de
grande porte não possuísse vasos condutores, a água demoraria muito para
chegar até as folhas. Nesse caso, especialmente nos dias quentes -
quando as folhas geralmente transpiram muito e perdem grande quantidade
de água para o meio ambiente -, elas ficariam desidratadas (secariam) e a
planta morreria. Assim, toda a planta alta possui vasos condutores.
Mas nem todas as plantas que possuem vasos condutores
são altas; o capim, por exemplo, possui vasos condutores e possui
pequeno porte. Entretanto, uma coisa é certa: se a planta terrestre não
apresenta vasos condutores, ela terá pequeno porte e viverá em ambientes
preferencialmente úmidos e sombreados.
Musgos e hepáticas são os principais representantes das briófitas. O nome hepáticas vem do grego hepathos, que significa 'fígado'; essas plantas são assim chamadas porque o corpo delas lembra a forma de um fígado.
Os musgos são plantas eretas; as hepáticas
crescem "deitadas" no solo. Algumas briófitas vivem em água doce, mas
não se conhece nenhuma espécie marinha.

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