quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

As pteridófitas

As pteridófitas são o primeiro grupo a possuir vasos condutores, ou seja, a pertencer ao grupo de plantas vasculares. O surgimento desse sistema condutor de água e outras substâncias solucionou o problema de transporte célula a célula presente nas briófitas, isso permite que o grupo das pteridófitas tenham plantas de pequeno e de grande porte.
A maioria das pteridófitas são as samambaias, indivíduos abundantes desde registros fósseis do Carbonífero. É o maior e mais diversificado grupo depois das angiospermas. Algumas samambaias possuem folhas inteiras, outras recortadas, além do tamanho da folha poder variar numa escala de metros.
As samambaias arbóreas do gênero Cyathea podem atingir até 24 metros e ter folhas com mais de 5 metros de comprimento. Apesar das samambaias serem as mais abundantes no grupo, as pteridófitas podem ser representadas também pelas avencas, xaxins e cavalinhas. As plantas desse grupo têm grande valor ornamental para a espécie humana, a maioria é terrestre mas já foram encontradas raras espécies aquáticas.

Estrutura corpórea das pteridófitas

 

O corpo das pteridófitas possui três órgãos bem definidos: raiz, caule e folhas. Normalmente, o caule é subterrâneo nesses indivíduos, se desenvolvendo de forma horizontal no solo, ele é chamado de rizoma. Entretanto, podemos encontrar também caules aéreos como nos xaxins. As folhas das samambaias são muito diversas, podem ser lisas ou recortadas em elementos menores chamados de folíolos.


 

Reprodução das pteridófitas


Assim como as briófitas, as pteridófitas também possuem uma alternância de gerações, um ciclo com uma fase sexuada e uma fase assexuada. Usaremos como exemplo para o ciclo reprodutivo a samambaia Polypodium vulgar, muito cultivada em nossas casas.

Ao contrário das briófitas, a geração duradoura nas pteridófitas é a esporofítica, a fase assexuada e produtora de esporos da planta. Você já observou pontinhos escuros na parte abaxial (inferior) da folha de uma samambaia? Esses pontinhos são chamados soros, e são nessas estruturas que os esporos são produzidos.

Depois que os esporos ficam maduros, os soros se abrem para liberá-los, se caírem em solo propício (úmido e com disponibilidade de nutrientes) cada esporo irá germinar e formar um protalo (uma estrutura em forma de coração). O protalo e a parte sexuada das samambaias, é onde ocorre a produção de gametas, ou seja, ele é o gametófito das pteridófitas.
Após a fecundação do anterozoide com a oosfera (na presença de água), o zigoto é formado e se desenvolve até formar o embrião. Esse embrião é que dará origem a um novo esporófito, ou seja, formará uma nova samambaia, dando início a um novo ciclo de vida.

 

Ciclo de vida das Pteridófitas





Caso tenha alguma dúvida veja o vídeo a seguir: 






Curiosidades sobre as briófitas


*Elas também servem para monitorar a poluição por metais pesados .

*Podem ser usadas para controlar umidade e inundações. 

*Podem ser usadas como ervas medicinais .

*Podem ser usadas na biologia aplicada ( antibióticos , reguladores do crescimento de plantas , entre outros ).



                                                                  Estrutura das briófitas

Essas estruturas são chamadas de rizoides, cauloides e filoides porque não têm a mesma organização de raízes, caules e folhas dos demais grupos de plantas (a partir das pteridófitas). Faltam-lhes, por exemplo, vasos condutores especializados no transporte de nutrientes, como a água. Na organização das raízes, caules e folhas verdadeiras verifica-se a presença de vasos condutores de nutrientes.
Devido a ausência de vasos condutores de nutrientes, a água absorvida do ambiente e é transportada nessas plantas de célula para célula, ao longo do corpo do vegetal. Esse tipo de transporte é relativamente lento e limita o desenvolvimento de plantas de grande porte. Assim, as briófitas são sempre pequenas, baixas.
Acompanhe o raciocínio: se uma planta terrestre de grande porte não possuísse vasos condutores, a água demoraria muito para chegar até as folhas. Nesse caso, especialmente nos dias quentes - quando as folhas geralmente transpiram muito e perdem grande quantidade de água para o meio ambiente -, elas ficariam desidratadas (secariam) e a planta morreria. Assim, toda a planta alta possui vasos condutores.
Mas nem todas as plantas que possuem vasos condutores são altas; o capim, por exemplo, possui vasos condutores e possui pequeno porte. Entretanto, uma coisa é certa: se a planta terrestre não apresenta vasos condutores, ela terá pequeno porte e viverá em ambientes preferencialmente úmidos e sombreados.
Musgos e hepáticas são os principais representantes das briófitas. O nome hepáticas vem do grego hepathos, que significa 'fígado'; essas plantas são assim chamadas porque o corpo delas lembra a forma de um fígado.
Os musgos são plantas eretas; as hepáticas crescem "deitadas" no solo. Algumas briófitas vivem em água doce, mas não se conhece nenhuma espécie marinha.


Briófitas

Briófitas (do gergo bryon: 'musgo'; e phyton: 'planta') são plantas pequenas, geralmente com alguns poucos centímetros de altura, que vivem preferencialmente em locais úmidos e sombreados.
O corpo do musgo é formado basicamente de três partes ou estruturas:
  • rizoides - filamentos que fixam a planta no ambiente em que ela vive e absorvem a água e os sais minerais disponíveis nesse ambiente;
  • cauloide - pequena haste de onde partem os filoides;
  • filoides -estruturas clorofiladas e capazes de fazer fotossíntese.


Fonte: http://www.sobiologia.com.br/conteudos/Reinos4/briofitas.php